...mas nunca a premissa de que a vida moderna faz com que as pessoas cada vez mais tenha menos tempo foi tão óbvia para mim.
E o pior de tudo: estou pegando birra de internet. Há meses, eu chegava em casa e a primeira coisa que fazia era me conectar. Hoje, eu chego em casa e vou ver TV, ler, muitas vezes nem acesso a rede.
Scraps no meu orkut se acumulam porque eu tenho preguiça de escrever. Não, imaginem responder, aí a pessoa já responde em seguida. E MSN então: MORRO de tédio de digitar.
Preciso me curar. Acho que vou ver o vídeo do Flagpole Sita e cantar um pouco.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
terça-feira, 24 de junho de 2008
Parte 3 - O Amarante
Acho que já fiz suspense demais, né gente? Na verdade, foi falta de tempo para postar.
Bom, eis que domingo à tarde, quando eu ia em direção ao Palco São João (onde aconteceria o show da Orquestra Imperial), quem vem em minha direção?? Quem? QUEM???
Sim, Rodrigo Amarante. Perdido. À cinco minutos do início do show, ele não sabia onde ficava o palco. Dirigiu-se até um segurança de um restaurante e perguntou. Eu zonza de tanta felicidade. Nem o tal segurança soube responder como chegar ao palco São João.
Pois fomos até ele e explicamos, assim, na amizade mesmo. E acompanhamos ele + banda até o Palco São João. Tá certo, ele não ligou muito pra gente, mas a gente ficou feliz mesmo assim.
O show da Orquestra foi muito bom, assisti bem de perto. Uma pena que não posso dizer o mesmo do show de Jorge Ben Jor, que vi de um telão, quase no cruzamento da São João com a Ipiranga. Paciência.
Bom, eis que domingo à tarde, quando eu ia em direção ao Palco São João (onde aconteceria o show da Orquestra Imperial), quem vem em minha direção?? Quem? QUEM???
Sim, Rodrigo Amarante. Perdido. À cinco minutos do início do show, ele não sabia onde ficava o palco. Dirigiu-se até um segurança de um restaurante e perguntou. Eu zonza de tanta felicidade. Nem o tal segurança soube responder como chegar ao palco São João.
Pois fomos até ele e explicamos, assim, na amizade mesmo. E acompanhamos ele + banda até o Palco São João. Tá certo, ele não ligou muito pra gente, mas a gente ficou feliz mesmo assim.
O show da Orquestra foi muito bom, assisti bem de perto. Uma pena que não posso dizer o mesmo do show de Jorge Ben Jor, que vi de um telão, quase no cruzamento da São João com a Ipiranga. Paciência.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
PARTE 2 - A noite

A grande graça da Virada Cultural é poder olhar o centro de SP sob um prisma diferente. O cheiro de xixi é o mesmo de dias normais. Mas como fica bonito ver tanta gente em pontos históricos se divertindo. Parece que quebra um pouco o estigma de local perigoso. E com certeza foi excelente no quesito segurança, ao contrário do show dos Racionais no último ano.
O percurso feito pela madrugada não foi o pensado. É impossível ver tudo que se planeja. Então, decidimos ao menos passar em vários lugares, todos os possíveis. E sem ficar só em show, show, show, pq show de graça têm aos montes, agora teatro e ballet, nem tanto.
Das 22h de sábado às 3h30 da manhã de domingo e depois das 9h às 14h:
- Palco independente: não lembro as bandas, mas eram ruins, senão eu me lembraria;
- Techno, Psy, e todas as variações de música eletrônica. Um palco muito bom contava com a participação dos djs das casas noturnas de SP, como Inferno, Vegas, Outs, Funhouse, Sarajevo, e por aí vai...
- Teatro "O beijo no asfalto". Meio bagunçado, som meio baixo, meio bom, meio ruim. Assistimos um pedaço do anterior, com umas fitas, a mulher saiu enrolando todo mundo em barbantes, ai, odeio interação;
- Teatro Mágico: Muvuca, narizes de palhaço, gente fedidinha e cheirando vinho azedo. Depois dizem que chatos são os fãs de LH. Mesmo assim, eu gosto;
- Teatro Municipal: Márcia, Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro – O Importante é que a nossa emoção sobreviva (1974). O Teatro é legal por dentro, nunca tinha entrado, e confesso que peguei a fila mais para conhecê-lo do que pelo show: fui surpreendida: a apresentação foi excelente!

- Ballet Stagium: acho que teria gostado mais da Ana Botafogo!
- Roda de Capoeira 24h...paranauê, paranauê paraná
Certamente esqueci de alguma coisa....bom, dane-se. Essa não foi a melhor parte da Virada. O melhor foi um grande amigo que encontramos domingo à tarde....uhhhh, suspense, só para as pessoas voltarem e lerem meu blog. Preciso de audiência, gente!!
=)
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Parte 1 - A IDA
Ir para a Virada Cultural se tornou cômico (para não dizer trágico). Ano passado, na tentativa frustrada de tentar pegar dois ônibus, acabei não pegando nenhum, pois enquanto um subia, o outro descia. E eu entre os dois, com cara de tacho.
Neste ano, resolvi ficar em um ponto só, aguardando o veículo. Ele chegou, meia hora depois. Perguntei ao cobrador se o trajeto seria normal e se o ponto final seria o mesmo, pois tinha houvido rumores de que estava tudo alterado. O cobrador riu e falou que não sabia.
Cinco minutos depois, ele pergunta:
- Você vai descer no ponto final, né?
- Vou sim.
- Então você conhece todo o caminho, né?
- Conheço sim.
- Você pode ensinar pra gente?
Ok, eles não sabiam o caminho, era a primeira vez que faziam aquela linha. O cobrador vira pro motorista e fala:
- A moça aqui tá falando que o itinerário mudou, está diferente.
- Ih, mas se eu não sei nem o caminho certo...
Risadas. Ônibus lotado, povo todo indo à Virada. Uma senhora insiste em pedir informações para o cobrador, que responde insistentemente "não sei".
- Esse ônibus passa na rua X?
- Não sei
- Mas ele passa perto de não sei onde?
- Não sei
E entre gritos pro motorista de "Vira à esquerda", "Segue reto", "Muda de pista", "Não, não, não, pode seguir", chegamos à metade do caminho. Estamos atrasados, o povo já deve estar nos xingando.
Quando estamos passando embaixo do minhocão, o cobrador atende o celular. Minutos depois desliga, estapefato, levanta e grita
-PUTA QUE PARIU, MINHA MULHER TÁ PARINDO!
A esposa dele estava no hospital dando entrada no trabalho de parto. E ele ainda teria que ir até o ponto final, e voltar. Até lá, certamente, ele já seria pai.
Entre gritos dos passageiros de "parabéns", ele sorri, um sorriso nervoso, passa a mão na cabeça, e anda de um lado para outro no cobrador do ônibus falando sozinho, "o que eu faço, o que eu faço, PORRA".
A mulher que havia pedido informações fala que ele tem que ir embora. Como se fosse fácil, né? Depois, ela manda ele sossegar, que os partos demoram.
A gente não pára de rir, eu fiquei com um pouco de dó, ele estava muito nervoso.
Chegamos à Praça da República, onde o ônibus parou. Resolvemos descer, antes que fosse tarde e o pessoal desistisse de nos esperar.
E fiquei sem saber o que houve com o cobrador, que em dias normais, fazia a linha Rio Pequeno 775N. Quem sabe um dia eu não vá perguntar.
Neste ano, resolvi ficar em um ponto só, aguardando o veículo. Ele chegou, meia hora depois. Perguntei ao cobrador se o trajeto seria normal e se o ponto final seria o mesmo, pois tinha houvido rumores de que estava tudo alterado. O cobrador riu e falou que não sabia.
Cinco minutos depois, ele pergunta:
- Você vai descer no ponto final, né?
- Vou sim.
- Então você conhece todo o caminho, né?
- Conheço sim.
- Você pode ensinar pra gente?
Ok, eles não sabiam o caminho, era a primeira vez que faziam aquela linha. O cobrador vira pro motorista e fala:
- A moça aqui tá falando que o itinerário mudou, está diferente.
- Ih, mas se eu não sei nem o caminho certo...
Risadas. Ônibus lotado, povo todo indo à Virada. Uma senhora insiste em pedir informações para o cobrador, que responde insistentemente "não sei".
- Esse ônibus passa na rua X?
- Não sei
- Mas ele passa perto de não sei onde?
- Não sei
E entre gritos pro motorista de "Vira à esquerda", "Segue reto", "Muda de pista", "Não, não, não, pode seguir", chegamos à metade do caminho. Estamos atrasados, o povo já deve estar nos xingando.
Quando estamos passando embaixo do minhocão, o cobrador atende o celular. Minutos depois desliga, estapefato, levanta e grita
-PUTA QUE PARIU, MINHA MULHER TÁ PARINDO!
A esposa dele estava no hospital dando entrada no trabalho de parto. E ele ainda teria que ir até o ponto final, e voltar. Até lá, certamente, ele já seria pai.
Entre gritos dos passageiros de "parabéns", ele sorri, um sorriso nervoso, passa a mão na cabeça, e anda de um lado para outro no cobrador do ônibus falando sozinho, "o que eu faço, o que eu faço, PORRA".
A mulher que havia pedido informações fala que ele tem que ir embora. Como se fosse fácil, né? Depois, ela manda ele sossegar, que os partos demoram.
A gente não pára de rir, eu fiquei com um pouco de dó, ele estava muito nervoso.
Chegamos à Praça da República, onde o ônibus parou. Resolvemos descer, antes que fosse tarde e o pessoal desistisse de nos esperar.
E fiquei sem saber o que houve com o cobrador, que em dias normais, fazia a linha Rio Pequeno 775N. Quem sabe um dia eu não vá perguntar.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Vira, vira, vira...

...virei!
Finalmente, apesar de todos os contratempos, imprevistos, partos, sono e afins, eu virei na virada.
A saga cultural deste último fim de semana renderá uma série de posts. Assim, evito fazer textos longos e ainda tenho assunto para botar essa coisa em dia.
Eu me diverti, e espero que vocês também se divirtam.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Manhã de quinta
A convivência é algo muito difícil, ainda mais quando é forçada. Funciona mais ou menos como aquele lance de "os santos não bateram".
É assim com Pedro e Juliana. Eles não se suportam. No começo não foi assim. Está certo, Juliana não é das mais bem-humoradas, mas Pedro também não é dos mais legais. Na verdade, ele é sem noção.
Aparentemente, a amizade entre eles teria tudo para dar certo. Mesmos gostos, mesma área, mesma marca de tênis, o bom e velho All Star. O dela, branco. O dele, preto. A mistura de café com leite nunca foi tão amarga.
Não há muito o que se fazer a não ser fingir. A maioria das pessoas são assim, mentem. Não gostam, mas sorriem. Não amam, mas o afirmam. Não querem, mas fazem. Será que pode ser assim com Juliana?
Bom, é assim comigo...
É assim com Pedro e Juliana. Eles não se suportam. No começo não foi assim. Está certo, Juliana não é das mais bem-humoradas, mas Pedro também não é dos mais legais. Na verdade, ele é sem noção.
Aparentemente, a amizade entre eles teria tudo para dar certo. Mesmos gostos, mesma área, mesma marca de tênis, o bom e velho All Star. O dela, branco. O dele, preto. A mistura de café com leite nunca foi tão amarga.
Não há muito o que se fazer a não ser fingir. A maioria das pessoas são assim, mentem. Não gostam, mas sorriem. Não amam, mas o afirmam. Não querem, mas fazem. Será que pode ser assim com Juliana?
Bom, é assim comigo...
sábado, 22 de março de 2008
Muito, muito tempo atrás...

...decidi que não levaria este blog mais adiante. Um espaço que, inicialmente, predestinava-se a servir de muro das lamentações por conta de alguns (vários) longos árduos meses de ócio.
Pois bem. O tempo passou e a minha vida está mais corrida do que nunca. Certamente, abandonarei os causos metropolitanos que tanto faziam, han, "sucesso" entre alguns amigos que se divertiam com as minhas situações.
Tentarei, aqui, conciliar os temas de postagem com os de outro blog que acabo de abrir, cujo objetivo é discutir as temáticas das aulas de Mídia e Poder.
http://www.midiaaoquadrado.blogspot.com
O panda saiu da toca e agora é cibernético. Bem-vindos à nova fase dessa nova vida!
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Tempos depois...
...cumpro a sina de alguém que iniciou um blog e não o levou adiante. Mas aqui estou eu, ao mesmo tempo comprovando e contrariando esta teoria. Afinal de contas: este blog morreu ou não morreu?
(quem dá mais, quem dá mais?)
Na verdade, o que eu acredito é que recorremos a meios como um blog apenas em momentos críticos, seja de solidão ou tristeza. (É, talvez eu esteja em um destes dois momentos agora, talvez em ambos). Afinal, quem, em plena alegria e felicidade, ficaria com a bunda sentada em frente a uma tela que, indiretamente, dá dor de cabeça, dor nos olhos e nos pulsos? (E costas também!)
Mas eu voltei, talvez reavivando este humilde lugar no qual escrevo apenas baboseiras. Meus causos de ônibus acabaram. Nunca mais sequer um vômitozinho. Minha vida se tornou um casa-trabalho-casa incessante, e os fins de semana agora são dedicados ao Luciano Hulk e Faustão. As noites, às novelas!
E enquanto eu busco a causa de tamanha pasmaceira na minha vida, aproveito minha hora do almoço para não comer e escrever aqui. Tentativa de dar um up nesta vida cada vez mais de panda!
(quem dá mais, quem dá mais?)
Na verdade, o que eu acredito é que recorremos a meios como um blog apenas em momentos críticos, seja de solidão ou tristeza. (É, talvez eu esteja em um destes dois momentos agora, talvez em ambos). Afinal, quem, em plena alegria e felicidade, ficaria com a bunda sentada em frente a uma tela que, indiretamente, dá dor de cabeça, dor nos olhos e nos pulsos? (E costas também!)
Mas eu voltei, talvez reavivando este humilde lugar no qual escrevo apenas baboseiras. Meus causos de ônibus acabaram. Nunca mais sequer um vômitozinho. Minha vida se tornou um casa-trabalho-casa incessante, e os fins de semana agora são dedicados ao Luciano Hulk e Faustão. As noites, às novelas!
E enquanto eu busco a causa de tamanha pasmaceira na minha vida, aproveito minha hora do almoço para não comer e escrever aqui. Tentativa de dar um up nesta vida cada vez mais de panda!
sábado, 18 de agosto de 2007
Tirando as freqüentes e peculiares bizarrices que sempre me acontecem quando pego algum tipo de transporte público coletivo, seja ônibus, metrô ou trem, ontem, particularemente, foi um dia inusitado.
A começar, é óbvio, não poderia faltar a cena da vez, ocorrida em um ônibus. Estava indo ao Ministério do Trabalho tirar meu mtb (registro profissional sei lá pra quê). No onibus, aguardava de pé para descer no próximo ponto depois do Mackenzie. Uma muvuca de jovens rumo à faculdade congestionava o corredor do ônibus. De repente, o cobrador começa a gritar loucamente, para uma senhora de preto, gritava algo que ninguém entendia. Descobri, minutos depois que a "senhora de preto" era eu. E que eu estava sendo imperceptilvelmente assaltada por um cidadão muito dos espertos. A pessoa jogou a blusa em cima da minha bolsa e começou a mexer. Eu nem percebi. Todos ao redor sim, mas o único corajoso foi o cobrador. Depois, o cara acabou fugindo (sem nada meu, glória, glória). Eis que a ameba imbecil que estava sentada bem na minha frente diz "Ah, eu até queria avisar você, mas você não me olhava"....
ANTA, custava falar que o cara tava me assaltando? Mas vocês acham que alguém se arrisca pelo outro? Ainda mais por uma desconhecida com cara de bocó como eu.
Desci, meio atordoada ainda, assustada. Já aconteceu uma vez do meu celular sumir na RPinga, em Bauru, mas eu nem soube nunca se havia perdido ou se haviam roubado meu aparelho.
Depois de tirar meu mtb, segui rumo à Praça João Mendes, onde tinha um compromisso às duas da tarde. Ainda era uma. Resolvi descer para a Praça da Sé, e sentar nos banquinhos do metrô, descansar e me arrumar. Descendo a rua paralela à igreja, começo a escutar o Hino Nacional, na voz de Agnaldo Rayol. "Mas pra que diabos eles estão tocando isso?". Descubro que era o próprio Rayol cantando, em cima de um palco em frente à escadaria da igreja da Sé. A Ivete também estava lá. Assim como outras celebridadezinhas e uma leva de classe média em seus ternos, sapatos salto fino, bochechas rosadas, óculos gigantes e adesivos e placas com o dizer: CANSEI!
Era o dia da tal manifestação dos cansados...cansados de quê, eu não sei muito bem. Nem fiquei muito lá, resolvi subir de volta e aguardar num lugar onde houvesse menos gente. Só sei que os mendigos, sim, esses estavam cansados de verem a sua linda pracinha da Sé, o seu lar, doce lar completamente tomado. Ouvi muitos deles reclamando. Um bêbado gritou "Eu quero que o Brasil se foda! Quero dormir!". Enquanto a classe média protestava contra o governos, os mendigos protestavam contra a classe média...Todos ao ritmo da Ivete.
A começar, é óbvio, não poderia faltar a cena da vez, ocorrida em um ônibus. Estava indo ao Ministério do Trabalho tirar meu mtb (registro profissional sei lá pra quê). No onibus, aguardava de pé para descer no próximo ponto depois do Mackenzie. Uma muvuca de jovens rumo à faculdade congestionava o corredor do ônibus. De repente, o cobrador começa a gritar loucamente, para uma senhora de preto, gritava algo que ninguém entendia. Descobri, minutos depois que a "senhora de preto" era eu. E que eu estava sendo imperceptilvelmente assaltada por um cidadão muito dos espertos. A pessoa jogou a blusa em cima da minha bolsa e começou a mexer. Eu nem percebi. Todos ao redor sim, mas o único corajoso foi o cobrador. Depois, o cara acabou fugindo (sem nada meu, glória, glória). Eis que a ameba imbecil que estava sentada bem na minha frente diz "Ah, eu até queria avisar você, mas você não me olhava"....
ANTA, custava falar que o cara tava me assaltando? Mas vocês acham que alguém se arrisca pelo outro? Ainda mais por uma desconhecida com cara de bocó como eu.
Desci, meio atordoada ainda, assustada. Já aconteceu uma vez do meu celular sumir na RPinga, em Bauru, mas eu nem soube nunca se havia perdido ou se haviam roubado meu aparelho.
Depois de tirar meu mtb, segui rumo à Praça João Mendes, onde tinha um compromisso às duas da tarde. Ainda era uma. Resolvi descer para a Praça da Sé, e sentar nos banquinhos do metrô, descansar e me arrumar. Descendo a rua paralela à igreja, começo a escutar o Hino Nacional, na voz de Agnaldo Rayol. "Mas pra que diabos eles estão tocando isso?". Descubro que era o próprio Rayol cantando, em cima de um palco em frente à escadaria da igreja da Sé. A Ivete também estava lá. Assim como outras celebridadezinhas e uma leva de classe média em seus ternos, sapatos salto fino, bochechas rosadas, óculos gigantes e adesivos e placas com o dizer: CANSEI!
Era o dia da tal manifestação dos cansados...cansados de quê, eu não sei muito bem. Nem fiquei muito lá, resolvi subir de volta e aguardar num lugar onde houvesse menos gente. Só sei que os mendigos, sim, esses estavam cansados de verem a sua linda pracinha da Sé, o seu lar, doce lar completamente tomado. Ouvi muitos deles reclamando. Um bêbado gritou "Eu quero que o Brasil se foda! Quero dormir!". Enquanto a classe média protestava contra o governos, os mendigos protestavam contra a classe média...Todos ao ritmo da Ivete.
quarta-feira, 11 de julho de 2007
OFF
Estarei ausente desse blog por tempo indeterminado. Estou de férias do mundo virtual. Fui viver a vida um pouco, depois eu volto...
(Simmm, estou de mal humor, angustiada, e amanhã pode ser que eu mude de idéia...bipolar uma vez, sempre bipolar!)
(Simmm, estou de mal humor, angustiada, e amanhã pode ser que eu mude de idéia...bipolar uma vez, sempre bipolar!)
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